sábado, 25 de agosto de 2007

Coroa de Sonetos IV

Do sonho que em si mesmo se enovela
Sou o pródigo filho que regressa
À casa do seu pai, em busca dessa
Perícia de viver, que se revela.

Na casa do meu pai alguém me vela,
Desperta-me do sono, diz que eu desça
Do meu berço, caminhe firme, pela
Vida, que o tempo é de promessa.

Era tempo de estio e de equinócio,
Dentro dele reinava nosso ócio,
A mágica visão, e, à margem dela,

Calendários calavam-se. Suponho
Tal tempo tenha o brilho de uma estrela
E divide-se em muitos outros sonhos.

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