De ser o porto e ser a caravela
Exausta de vagar, que nele ancora,
Depois de se perder entre procelas
Retorna ao coração da casa agora.
Ouço vozes na sala, a fala dela,
(Da minha mãe)vívida e sonora,
Leve e serena, dizendo coisas belas,
Conversando com os pássaros da aurora.
Escuto sua voz e alguma coisa
Inquieta no meu crânio trepanado
Cicatriza de vez, logo repousa.
Eis a essência do vôo que anteponho
À infância que ficou no ar, parada,
Pois a casa também habita o sonho.
sábado, 25 de agosto de 2007
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