E rodopia ao vento, carrossel
De minutos e horas, meses, anos,
À custa de engano e desengano,
Essa casa de pedra, inescrutável.
Meu pai ergueu-a sólida, palpável,
Fê-la em granito, dividiu-a em planos,
Protegeu-a de estragos, manchas, danos,
E casa se ergueu, inexpugnável.
Agora sobrevive na memória
Do homem que regressa ao seu destino
De ainda ser criança. Sua história
Não se interrompe em rictus risonho,
Mas desenha-se nos lábios do menino,
No sonho de si mesmo, meta-sonho.
sábado, 25 de agosto de 2007
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