sábado, 25 de agosto de 2007

Coroa de Sonetos XI

No sonho de si mesmo, meta-sonho,
Mergulha o sonhador seu sentimento
De ávida grandeza, babilônio,
Ereto como torre de cimento.

A torre de Babel, o matrimônio
De falas de difícil entendimento,
A mistura de estranhos elementos
Oníricos: amor, ódio tardonho.

No meio dessa casa emerge o errático,
O filho do seu pai à casa volta
E decifra o olhar enigmático

Do menino que aspira alçar-se ao céu,
Em busca, numa nuvem mais revolta,
Daquele que sonhou sair ao léu.

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