sábado, 25 de agosto de 2007

Coroa de Sonetos XIII

E regressou sozinho para o sonho
E no sonho sozinho se fez poeta
Ou talvez numa nuvem de plutônio
Fosse anjo tocando clarineta.

Não era, nunca foi, um Belo Antonio,
Nem jamais pode ser ancoreta,
Não cultivou as flores do medonho
Nem as lançou em página secreta.

Era aquele que agora retornava
Viajante do sonho, à velha casa,
Em busca do que lá não se encontrava:

A sua mãe de olhos cor de mel
Com desejo de, anjo, abrir as asas,
De ascender em sonho para o céu.

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