sábado, 25 de agosto de 2007

Coroa de Sonetos XIV

De ascender em sonho para o céu
Eis o sonho maior de toda a gente,
Meter-se numa cápsula de repente
E flutuar bem leve como véu.

Esse sonho de fato aconteceu
E o sonho é a espaçonave refulgente,
Pássaro sem pena, de papel,
Sem gravidade nem peso que atormente.

Então o sonhador que retornava,
Pródigo filho, à casa do seu pai,
Para outra aventura se prepara,

A de revê-lo em sonho, e agora vai
Beijar a sua face, a visão rara
De um mundo imaginário. Imaginai!.

Nenhum comentário: