sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Cul de sac

Entrei no beco sem saída do Leminski,
Voltei ao labirinto do Décimo Pignotauro,
Andei, Teseu, nos corredores crassos,
Em busca de Ariadne (por um fio),
Saí nos campos dos Irmãos Barbudos,
Haroldo, que arava a pedra do seu terreno sáfaro,
Augusto, a colher a última flor do Acaso,
E despertei depois na areia branca da página,
Náufrago que o mar imenso vomitou na praia.

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