segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Depois

Depois de inverno e vento furioso
Aqui chegamos nos confins do mundo
Onde plantamos úmidas sementes
Desejando colheitas,sim, de sonhos.

E, mais que sonhos, almejamos frutos,
A doçura dos frutos amarelos,
Irmãos gêmeos do sol quando maduros,
Claro anúncio das cores da manhã.

Assim, colhemos rútilas espigas,
O grão de alpiste para o passarinho,
O pão na farta mesa, puro trigo,

E em leve lábio, o mel, o doce vinho,
Embriagando as ânforas antigas,
Tudo o que a musgo o tempo reduziu.

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