segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Dezembro

Eis o dia de fogo e nordestino,
Litorâneo e metálico, magnético,
Uma adaga de luz no meu destino,
Esse dédalo de sol onde poético

Vou desvendando sonhos ilusórios,
Labirinto de pedras e areias,
Onde em busca de um som encantatório
Sigo escutando o canto das sereias.

Nessa faixa de areia tao serena
Nós desenhamos sobre o peito vário
Esse raio de luz de cor morena

E nas águas azuis como alegrias
Enxaguamos o dia planetário
Nas espumas das nossas agonias.

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