Em calmo silêncio, as cousas,
Como recôndito ventre,
Contemplam-te quietas, entre
Sombras, enquanto repousas.
Indiferentes, no centro
Delas mesmas, rasas,
Elas fecham as próprias asas
E se agasalham por dentro.
Sorriem com muito sarcasmo
Quando te vêem? Ignoras,
Pois não deixam um só espasmo,
Nem mesmo um grito de espanto
A esmo, sequer um pranto
Fortuito, nas tuas horas.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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