Entre monstros inocentes e sinistros
-Medusas abstrusas e polvos desconexos-
O náufrago repousa sobre as areias ambarinas
No fundo abissal do mar.
Tem, vítreos, os olhos, roídos pelos peixes,
E roxos, os lábios, selados pelo silêncio.
Mas eis que chega
O súbito bando alegre das sereias,
E o consola com a música dos pianos submersos,
Para que não se perturbe
O seu doce sono, sem sonhos, de suicida.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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