Gritam pelos poros, pela carne,
Teus cantos de sereia, branca espuma,
Por isso busco, nesse mar selvagem,
Tua salgada face de medusa.
Ondas, sal, sargaços, arrebentam
A tua imagem trêmula, intranqüila,
Por isso nessas águas violentas
Abandono, de mim, toda procura.
Diante de miragens, me interrogo:
Oh, lágrima escrava dos meus olhos,
Como resgatar a minha imagem?
Onde me encontrar na sombra urgente,
Para experimentar nos meus sedentos lábios
A embriaguez dos vinhos que não mentem?
domingo, 19 de agosto de 2007
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