Andando sobre pedras,
Mais que pedras, rochedos,
Em busca de ostras
E caranguejos,
Saltando as arestas
Das pedras, percebo
Que as águas são frágeis
E femininas, mas vejo
Também, por trás
De sua aparência
De mulher, que as águas
Escondem, fêmeas,
Suas armas, a constância
De ter, nas espumas,
Seus dentes de morder
A pedra, suas unhas
Que rasgam, com mágoa,
A pedra mais dura:
Estranha criatura
Dos naufrágios: água!
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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