No limite da última palavra
Onde o grito de amor se precipita,
Onde a língua de fogo se escalavra
E abre sua lâmina faminta,
Na fronteira, que faz, da voz, astuto
Conluio, feroz conciliábulo,
Onde a noite resgata seu tributo
E o musgo vai crescendo sobre o lábio,
A solitária corça capturei,
Debrucei-a no peito meu, de borco,
E acerei meu punhal de samurai.
E no ventre do silêncio navegamos
Nossos corpos exaustos como barcos
Quando as águas se fendem para os remos
domingo, 19 de agosto de 2007
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