A lâmina do olhar decepa o escuro
Derrama-lhe o breu do puro sangue,
O filete de luz que salta o muro,
A fronteira entre a noite e a manhã.
O gume do olhar é sempre duro
E movimenta dínamos exangues,
Diamantes acesos que, maduros,
Cortam o cristal da hora temporã.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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