Lúcida canção de quem se encontra
Debruçado nas altas amuradas
Do cais que se projeta e se levanta
Nas espumas das águas seqüestradas.
Nesses muros erguidos na argamassa
De areias e de musgos inauditos
Os mares arrebentam como gritos
De sereias serenas e comparsas
Do destino de cinza e noite amarga,
Pois se os olhos se voltam para o céu
As estrelas cintilam como lágrimas,
Do destino de cinza e solidão
Quando o vento cavalgo, leve, alísio,
Nas praias solitárias do meu ‘não’.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
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