A moça vem com seu jeito
De água viva e se achega
Com a fartura dos peitos
À minha mão, que os navega.
Derrama sobre a ribeira
Do meu corpo sem orgulho,
As ondas da cabeleira,
Profundas, onde mergulho.
As suas vagas devastam
As minhas ilhas desertas,
Refúgio, não de sereias,
Mas de dunas que se afastam,
Quando a tormenta desperta
Os redemoinhos de areia.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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