sexta-feira, 24 de agosto de 2007

No azul de fevereiro

No azul de fevereiro uma andorinha
Em círculos flutua, longe vai,
Adivinha os aguaceiros do verão.

Nas pautas do alto céu, escreve notas
Musicais, imaginárias,
Insólitas imagens desenhadas
Pelo frêmito de suas asas,
Em mergulhos rasantes
E longitudinais.

Vão, bem longe e bem alto, as andorinhas,
Depois tornam em silêncio.
Nuvens brancas
São as telas onde imprimem as silhuetas
Do vôo que elas deslizam na correnteza do ar,
Planando enquanto revolvem
As vastas extensões do céu de estio,
Abrindo sulcos no espaço iluminado.

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