sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O laivo de luz

O laivo de luz fende a copa das árvores,
Ilumina os ramos dos cacaueiros
- Infantaria de árvores enfileiradas,
Em marcha de herói para todos os triunfos.

Eis que o outono aterrissa na tarde tropical
Em seu tapete de folhas coloridas,
Esparramando-as
No chão limpo de ervas e de seixos.

O lavrador sorri como se achasse um tesouro,
Ao ver os frutos, caídos de maduros,
Ante a chuva de flores violetas
Que o vento espalha no ar.

A tarefa agora é festa para os olhos:
Juntar os frutos de cores variadas
-Amarelos, vermelhos, verdes-cana,
Ambarinos, marrons, ferruginosos-,
E com eles formar os promontórios cônicos
E desenhar depois com os pincéis do sol
O diamante do mundo.

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