De calar as palavras e verdades,
Quem fala por meus lábios não sou eu,
Porém a oculta voz de quem morreu
E ressucita em mim, pura linguagem.
Estranho som egresso da viagem
Daquele que no sonho se perdeu
E foi pastor, amigo, rei, imagem
Renascida afinal no rosto meu.
Por isso se me chamam não respondo,
Se evocam meu nome, silencio,
Se procuram por mim, logo me escondo.
Sou o grito , no escuro, consciente,
De, na concha entrebaerta desse búzio,
Que os lábios falam mas os corpos sentem.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
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