Outra coisa não quero em minha vida
Senão vivê-la de uma vez e sempre,
A teu lado de calma companheira,
Aceso no arco-íris do teu riso,
Atingido, à luz do teu relâmpago,
Pelos olhos cerúleos e azuis,
Com que de madrugada me despertas
Ofertando-me as cores da manhã.
Outra coisa não quero, nem montanha,
Onde gados ruminem preguiçosos,
Nem mesmo o vale onde frutos cresçam
Ao pé das graves chuvas de equinócio.
- Destas, basta fruir o só murmúrio
Com que misteriosas buscam o mar.
domingo, 19 de agosto de 2007
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