Eis o reino das terras cacaueiras
Onde escorrem sumos e delícias,
Frutos amarelos de promessas,
Para lábios famintos de carícias.
Sementes, gomos e primícias,
Arrebentam nos ramos encharcados,
Quando as chuvas desabam como alvíssaras
Jubilosas e quase musicais.
Aqui nós mergulhamos na vertigem
Do grão que debulhamos das espigas
Para nutrir estranhos estrangeiros.
Aqui nós habitamos a poeira
Onde os ventos fustigam tantas rugas,
Com o látego na mão. Ó minha pátria...
sábado, 18 de agosto de 2007
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