Não aceito o mundo com suas partilhas
Seu jorro de pássaros num vôo sem trilhas,
Seus duros caminhos que só levam às ilhas,
Seus homens traídos por encruzilhadas.
Não aceito nada que nada me prove,
Pois contemplo o mundo, como ele se move:
Os remos que rasgam as águas imóveis
São asas de águias mas não me comovem.
Porém me comove e aceito essa face
De quem despojado de qualquer disfarce,
Essa face que fica no pouco em que nasce
E assim se dissipa no seu nascedouro,
Sem brilho de estrela, sem prata, nem ouro:
Aceito essta face, intenso tesouro.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
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