Eu me procuro à minha revelia,
Não encontro senão a sombra estranha,
Aquela que me segue noite e dia
E quando me depeço, me acompanha.
Vou percorrendo o mundo, na enfadonha
Estrada, e comigo alguém caminha
No estranho labirinto de quem sonha
Um roteiro cerúleo de andorinha.
Quando, no intervalo da viagem,
Desprovido mas minhas equipagens,
No escuro, tateio os meus cabelos,
Uma sombra se acresce à minha face,
Meu perfil se dissolve sem apelo
Como se um espelho se despedaçasse.
domingo, 12 de agosto de 2007
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