Aqui me encontro sozinho,
Com a minha poesia,
Esse aceso passarinho
A cantar, não de alegria,
Mas de haver bebido o vinho
Donde emerge, todavia,
A verdade, no seu ninho
De insubmissa agonia.
A verdade, nua e crua,
A ser comida com coentro,
Os olhos voltados à lua
No reino do eu-sozinho,
A engolir, goela a dentro,
O rícino que adivinho.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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