A leve luz das nove da manhã
Pousa, eterna, no dia que se espelha
Em mitos joviais. Na janela
Do azul, um rosto jovem de mulher
Assoma a sorrir dos rituais.
Às nove, a vida urge. Agora, às dez,
Ela ruge na jaula do talvez,
Como sombra confusa que se esgarça
Em muros infiéis. E nas paredes
De grutas e cavernas, vejo a imagem
Da moça a pedalar o claro corpo
Do amor: o sedutor. Ah me seduz
Saber que na paisagem sou ninguém
Que sabe, por um triz, que vai morrer.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário