domingo, 12 de agosto de 2007

Soneto dos meninos buliçosos

Na luz oblíquia da manhã suave
Os meninos se quedam, pensativos,
Flutuando no sonho, como aves,
No céu vazio e isento de motivos.

São meninos, enfim, de carne e osso,
Ou são anjos de asas invisíveis,
Um anjo cara a cara, todo nosso,
Mensageiro de mundos intangíveis?

O arco-íris que escorresse luz
Fosse talvez apenas o reflexo
Dessas cores castanhas ou azuis

A iluminar o olhar destes meninos
Que amanhecem fazendo desatinos
E adormecem a falar coisas sem nexo.

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