Às vezes, caminhando pela areia
Das praias do Sem-fim, vejo castelos,
Como jubas azuis, erguidos pelos
Dedos tímidos de pálidas sereias.
Vejo o ouro dos poentes amarelos
Nas penas do pavão, que pavoneia
Seu desespero de saber-se belo
Entre coisas tristíssimas e feias.
E vejo, longe, o vulto do Poeta,
Acenando-me, sim, a que descubra
O segredo da coisa mais secreta,
Qual se divisasse nos espelhos
A lágrima sutil de cor mais rubra
Que cintila nos meus olhos vermelhos.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
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