quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A voz

Na luz úmida de chuva
O galo canta distante
E a sua voz soluça
Tremulando na garganta.

O que pretende esse pássaro
Vibrando o bico no bronze
Do sino que ouvi em menino,
Do sino que ouvi tão longe?

Essa voz que se derrama
Parece o leve arco-íris
Sobre o céu da clara infância

Pois a manhã se ilumina
Nas suas cores azuis
Conmo um grito de criança.

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