Carlos Roberto Santos Araujo

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

A chuva toca piano
Nos tímpanos da tarde nua,
Dedilha com dedos lânguidos
O teclado das lentas ruas.

O vento sopra e ressoa
Nos altos ramos dos plátanos
E arrepia suas folhas,
Com as unhas, em pizicatto.

As águas soluçam alto,
Sonoras, monumentais,
Precipitam-se num salto,

Depois caem dos beirais,
Deixam-se escorrer sobre o asfalto
Como notas musicais.
Postado por Carlos Roberto Santos Araujo às 03:43

Um comentário:

Hidely Fratini disse...

Poema suave como chuva boa!

10 de abril de 2025 às 12:30

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