Uma linguagem pura, um diamante
Cortando o vidro que nos ameaça,
Magia de uma lua cintilante
Acendendo o ardor da noite escassa.
Uma palavra dura e penetrante
Como golpe de punho na vidraça,
Um pedaço de sol que se espedaça
E queima nosso olhar inquietante.
O poema é aquilo que revela,
Em cada fruto, o favo corrompido,
Em cada face, seu perfil de estrela.
Daí amar nudez e transparência
Com que te vestes, poesia, símbolo,
Captura de nuvens e ausências.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário