Pois a casa também habita o sonho
E rodopia no redemoinho
Dos ventos solitários e bisonhos
Que se erguem, contrários, no caminho.
Aos ventos uivantes eu me exponho,
Ouço, escuto, indago e adivinho,
E descubro o jardim sempre risonho
De rosas cor da púrpura do vinho.
Ali, eu muitas vezes descobri,
Quase imóvel no ar, o colibri
Em recompensa às flores cor de mel.
Eis o jardim que o tempo não limita:
A pétala de seda ressuscita
E rodopia ao vento, carrossel.
sábado, 25 de agosto de 2007
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