Os dias amanhecem como frutos
A porejar o mel de suas favas,
Como loucas mulheres que se entregam
Aos abismos que descem pela carne.
Flores arrebentam como beijos
Em lábios que, sedentos, se entreabrem,
Amarelos, brancos e vermelhos,
Buganvílias e prímulas selvagens.
Pássaros proclamam-se a mensagem
De coisas inocentes e desnudas,
Levadas pelo vento, na folhagem,
E seu canto de amor crepita e arde
Com um gosto de gozo e despedida
Na garganta faminta de saudades.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário